Questões relativas à segurança da informação sempre surgem quando uma empresa se reúne com um fornecedor para avaliar a adoção de uma tecnologia em nuvem. “Ao contrário do que se acha, cloud computing é mais seguro que soluções on premises”, diz Daryl Plummer, vice-presidente do Gartner, que acrescenta: “Mas isso não significa que é algo que deva ser desconsiderado”.
Na visão do especialista, o grande ponto reside na privacidade dos dados, que ele aponta como o “real desafio”, em relação ao tema. A reação mais direta do mercado em relação a isso vem com muitos provedores construindo estruturas de processamento ou buscando parcerias com data centers para prover acesso local aos dados e reduzir preocupações dos consumidores.
Uma prova disso está no fato de que, nos últimos meses, grandes players de TI revelaram planos de terem estruturas com suas soluções no País. Microsoft, SAP e Oracle são marcas que compõem a lista.
O medo da nuvem é classificado pelo especialista como “irracional” e vem sendo reconsiderado. “Agora, as organizações perguntam sobre modelos para avaliar riscos dentro de um nível considerado aceitável”.
Aprendizados
Apesar de ter avançado bastante nos últimos anos, o conceito de computação em nuvem ainda deixa muitos executivos de TI reticentes. “O principal mal entendido sobre cloud computing é que uma companhia pode seguir uma única estratégia que serve para a empresa inteira”, comenta Plummer.
O especialista aconselha voltar ao simples. “O que precisa fazer é pegar um serviço de cada vez”, diz, aconselhando partir para adoção do modelo avaliando questões como o nível de serviço a ser considerado, por exemplo. “A maturidade de cloud é uma jornada, não um destino”, conclui.
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